Este sábado foi dia do esperado “XIV Rally Paper da CPAPSS”, e como a Patrícia é funcionário lá tive que acompanhar! Mas foi bem divertido! Embora a Co-Pilota (pisteira) e co-pisteiro (Nuno Cidade) se fartassem de correr, erramos muitas perguntas, a surpresa chegou no final! 😉

O trajecto deste ano contemplou a região Alentejana com a nossa presença! De partida de Setúbal rumo a Évora, pela Auto-Estrada, com paragem na Estação de Serviço de Vendas Novas para o pequeno almoço matinal, seria a primeira etapa deste rally-paper. Foi fixe, durante o percurso era necessário resolver uns quantos quebra-cabeças! Com a chegada a Évora, começava a segunda etapa, rumo a Monsaraz foi tempo de olhar em volta, pois quilometro sim, quilometro não era necessário parar e responder a algumas questões! O caminho foi longo, sinuoso, mais muito divertido com uma parceria entre o nosso veiculo e o da Sandra e do João! Pelo caminho “visita-mos” algumas ruínas e vimos outras tantas de antigas casas de cantoneiros, uma daquelas profissões que tanta falta parece fazer às bermas das nossas estradas, mas que o futuro veio ditar (estupidamente) que não faziam falta! O resultado está à vista!

A segunda etapa terminava por volta da hora do almoço e aqui foi tempo de ver que a gentes da cidade dificilmente saberão aproveitar o contacto com o ar livre, é que apesar do rally contemplar um pic-nic, nem os organizadores tiveram para isso, parece que o pic-nic era afinal só para alguns! 😉 Devo dizer-vos que pessoalmente e porque todos os dias como várias refeições em restaurante, sou rapaz para aproveitar todas estas pequenas oportunidades! No total éramos 12 a pic-nic-car, cambada de benzocas! O pic-nic, embora breve, foi bem divertido, deixou-nos o tempo suficiente para descansarmos e nos preparar-mos para a ultima etapa do rally! Para além disso ainda tivemos a oportunidade de provar um belo bolo de noz que o nosso co-pistoleiro descobriu num sitio bem desconhecido dos setubalenses, e que por motivos pessoais assim irá ficar! Quem pic-nic-cou provou, quem não pic-nic-cou, pic-nic-ca-sse! 😉

A terceira etapa levou-nos a Monsaraz que por esta altura está quase igual às memórias que tinha de uma visita de estudo que fiz a Arraiolos quando andava no liceu! A “vila” está bonita e única como me lembrava, a vista deslumbrante e isso garanto que por muito vivas que fossem as memórias que tinha, nada como estar lá e ver! A paisagem que se avista do lado este de Monsaraz é que não está bem como me lembrava, está muito mais espectacular, do alto desta vila tem-se uma nova visão do Alentejo com água! É que de lá de cima é possível ver-se a nova bacia hidrográfica do Guadiana! Afinal a barragem do Alqueva parece mesmo estar a fazer os milagres que se adivinhavam há já muitos anos por aquela parte! A terceira etapa seria a subir por terras lusas até Elvas, passando por aldeias e planícies alentejanas até mais perder vista. Foi um passeio único, o tempo ajudou, já que não choveu, e por causa das nuvens o calor típico do Alentejo não se fez sentir, éramos nós, os carros, o campo e todo aquele passeio por uma das regiões mais bonitas do nosso Portugal rural! Pelo caminho passamos por uma Aldeia que eu gostei particularmente, Terena, a alguns quilómetros do Alandroal e de Redondo, fica uma vila esquecida no meio de nada, gostei particularmente da igreja perdida no meio do nada que visitámos e gostei da recepção e demonstração de voo que uma cegonha nos fez à sua porta, se as fotos tiverem ficado boas, verão como foi!

A ultima etapa terminaria junto ao Guadiana, bem junto à fronteira que nos levaria mais tarde a Olivença (antiga vila de Portugal, mas que agora, desculpem-me se não partilho patriotismos, é totalmente e completamente espanhola! Infelizmente talvez, mas não parecia para quem por lá vivia!), foi pena não termos conseguido responder a algumas perguntas e não terem contado com o ramo de flores que era pedido preparar ao longo da viagem! Parece que 21 centímetros não são iguais em todo o lado! 😉 Como se não bastasse isso, ainda fomos penalizados por tempo?? Sim é verdade o facto de termos chegado e não sabermos que havia tempo limite para a entrega custou-nos mais uma penalização! 🙁 O jogo é mesmo assim! Valeu por tudo o resto!

O jogo acabou, mas a viagem não, rumo a Olivença para pernoitar, confesso que as minhas pernas começavam a acusar os 250Km de pára, arranca, que compõem o dito jogo, sempre a conduzir, chegados a Olivença o merecido descanso, o jantar não agradou, mas isso não esmoreceu as tropas! O hotel era três estrelas, mas era bem simpático e por aí devo aplaudir os organizadores, afinal apesar de todos os problemas logísticos que estas operações implicam, para além de um dia único e divertido ainda nos instalaram num sitio bastante aprazível para o descanso merecido!

Merecido ou nem por isso, já que foi uma surpresa, foi a conquista do 3º lugar! Fomos os três apanhados de surpresa no final do jantar! Ganhar o terceiro lugar foi coisa que não nos ocorreu, porque embora num jogo se jogue para ganhar, a verdade é que não foi com o encarámos desde o inicio! Valeu! Para o ano se houver lá estaremos a lutar então novamente por um terceiro ou melhor lugar! 🙂

Aos organizadores: OBRIGADO!