No seguimento de um convite do Gustavo, hoje optei por um almoço diferente (do habitual lunch@log das sextas) e rumei ao ISCTE para participar na Workshop “Visões e abordagens nacionais de democracia electrónica”.

O programa foram 3 apresentações seguidas de um pequeno debate entre os participantes:

  • Thierry Vedel – “Electronic democracy in France: issues and perspectives”
  • Fatima Garcia Diez – “El futuro de la tecnologia electoral en América Latina: soluciones técnicas y problemas políticos”
  • Gustavo Cardoso – “Internet Based Technologies and Parliamentary Communication. Views from Portugal, Austria, Denmark, Norway, Netherlands and Scotland”

A conversa acabou por ser muito interessante, o tema é por si só controverso e reune diferentes opiniões pelos três quadrantes ciêntificos mais envolvidos nesta discussão: tecnólogos, sociólogos e políticos, por isso as apresentações de outras realidades como a America Latina ou França acabaram por dar uma dinâmica interessante ao debate.

Em geral deu para perceber que as muitas dúvidas que a maioria das pessoas têm fase aos novos processos, nomeadamente o de voto (electrónico) são em parte fundamentadas, e que apesar de muitos politicos venderem a introdução das novas tecnologias como a solução para muitos problemas (entre os quais a abstenção) não é de todo a opinião que os especialistas reúnem! Muito há pois a fazer, muito mais simples, do que a introdução do voto electrónico para combater a abstenção por exemplo.

Depois discutiram-se também vários ponto de vista sobre a segurança dos votos electrónicos e como é que isso está a ser estudado nos diferentes países presentes. Da apresentaçao da Fatima fiquei com uma nova ideia: em alguns dos países da América Latina, os problemas de segurança do voto electrónico podem não ser tão graves comos os actuais processos! Na verdade não sei o que é pior, se uma máquina de voto com código proprietário se uma urna de votos a viajar pelo país ate uma capital durante 3 dias!

No geral foi bom ter podido participar e contar a minha experiência nas últimas eleiçoes, quando tive a oportunidade de votar electrónicamente.