O NY Times lançou ontem uma nova versão do seu website. O redesenho é subtil, mas inclui algumas particularidades que justificam o facto de ser o jornal que é, e em muitos aspectos um pouco o exemplo a seguir por todos os restantes por esse mundo fora. Não é de todo o meu favorito, pessoalmente não gosto de páginas com tanta informação, no entanto reconheço que a homepage de um jornal tem que acolher as necessidades de muitos tipos diferentes de utilizadores.

Artigos mais blogadosA mudança que merece mais destaque em minha opinião é o aparecimento de uma relação explicita entre o jornal e a blogosfera, uma vez que o novo site passou a disponibilizar logo na homepage algo como os artigos mais populares, no sentido daqueles que foram mais vezes enviados ou, imaginem, blogados! É o reconhecimento de um gigante como o NY Times pela importância que a blogosfera pode ter como meio de divulgação e discussão sobre os seus artigos. Vai ser interessante acompanhar esta novidade, e ver quanto tempo irá o NY Times esperar para publicar na sua homepage conteúdos oriundos de blogs!

Do ponto de vista de redesenho propriamente dito, é interessante ver que optaram por um layout de 5 colunas, que apesar de ser muito rico, é claro e conciso, com áreas distintas e facilmente identificáveis. Depois ao manterem uma coerência com o anterior layout, ajudam os seus utilizadores a adaptarem-se ao novo design, sem grande ruptura dos conhecimentos de navegação que pudessem ter adquirido até então.

Curiosamente e apesar do seu mercado ser essencialmente o mercado do papel, o NY Times passou a ter uma área para a disponibilização de conteúdos multimédia, neste caso, essencialmente vídeos, o que não deixa de ser um sinal da adaptabilidade do jornal, já que é difícil um jornal com esta importância resumir-se à palavra escrita no que toca a determinados eventos. O futuro dos jornais tradicionais passará certamente por uma rápida adaptabilidade não só no que toca aos conteúdos, mas também na relação com os seus leitores, em particular com as suas expectativas em relação ao seu “fornecedor” de informação.

A Axentric que há algum tempo atrás foi responsável pelo redesenho do “The Onion“, parece ter sido a responsável pelo redesenho do NY Times ou pelo menos ter estado envolvida no processo.