Serei o único a ter a sensação sufocante de que vivemos todos em tempo emprestado, i.e., um pouco como a ideia de validade, mais tarde ou mais todos somos chamados à barra, todos temos a nossa! Eu acredito que o relógio está a contar, outros há que acreditam no destino há muito escrito. A única coisa que eu posso falar desses momentos é que são momento singular, pessoais e intransmissível, algo para o qual nunca estamos preparados e estaremos sempre sozinhos por mais acompanhados que estejamos.

Aconteceu-me há alguns anos atrás, mais precisamente 7, estávamos todos eufóricos com a passagem do millenium, o caos que daí podia advir, as festas, etc. etc. veio sem aviso e as sequelas que deixou são hoje parte da minha vida. Físicas e não físicas, as físicas vieram sob a forma de limitações, proibições, rotinas e controles, aprende-se a viver. As outras são mais complexas, e levam-me ao tema deste post: vivemos em tempo emprestado, no sentido em que o relógio conta e há tanto para fazer! Tanto, que se forem como eu sufoca, é quase um pânico de nunca irmos ter tempo para fazer tudo o que gostávamos e tudo o que desejamos.

Como me disse uma vez uma amiga, morrer, morremos todos, claro não estou paranoico, mas ao ver um problema antigo ressurgir não posso deixar de pensar na sorte que tive no primeiro round, tudo o que perdi e ganhei e impossível não fazer balanços e perceber que podia ter feito muito mais no tempo emprestado!

Como me disse um amigo ontem, melhores dias virão! Eu paro para acrescentar que não só melhores dias virão, como melhores posts virão. e como não blogar não ajudou, eis-me de volta ao blog. Prometo posts um pouco mais ligeiros e menos introspectivo, este fica assim como um marcar de posição que não vou baixar os braços desta vez e se é para fazer frente a esta porra, pois então é o que farei.

A todos, mas mesmo todos que iluminam os meus dias, obrigado! 😉
Mais vale cedo, do que nunca!